segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
SOLIDARIEDADE : O AMOR EM AÇÃO

A mudança de estilo de vida tem sido significativa e determinante para alterações de quadros de saúde até há alguns anos atrás tidos como fatais. Nesta esteira encontramos, dentre outros problemas, o câncer, as doenças cardiovasculares e também a Aids, esta última ainda bastante estigmatizada devido à sua estrutura contagiosa e, sobretudo, pela via que ainda mais sucede, a sexual.
A educadora social Cássia Melo (nome fictício), hoje desempregada e com 33 anos, estava grávida em 2003 quando realizou os exames do pré-natal. Tudo estava normal, com uma variante bastante assustadora: ela era portadora do HIV.
Os exames foram refeitos algumas vezes, com o mesmo resultado em todos, ou seja, Cd4 com 21 cópias e carga viral indetectável, na época. O curioso é que o esposo e pai de seu filho, Wilson, repetiu todas as vezes os testes, sem nenhum sinal do vírus.
Cássia seguiu a prescrição médica de fazer uso dos anti-retrovirais, a fim de seu bebê não ser afetado. E, também, de não amamentá-lo. De fato, o filho, hoje com sete anos de idade, conseguiu ficar livre de ser infectado pelo vírus.
Cidadãs positivas
Tudo parecia correr bem, até que em 2005 sofreu uma séria recaída. A tristeza e o medo tomou conta da alma e do corpo de Cássia neste período. "Não conseguia fazer nada. Estava totalmente sem ânimo. Foi quando conheci pessoas do grupo Cidadãs Positivas. Ao sair do isolamento, unir-me a outras pessoas com o mesmo problema, passei a ver tudo de forma diferente. A luz voltou a brilhar", diz.
O casamento foi por água abaixo, sendo obrigada a voltar a morar com a mãe. Foi quando sentiu que deveria se abrir e compartilhar seu segredo com as irmãs. "Minhas amigas já me davam um apoio incondicional. Quando minhas irmãs passaram a fazer o mesmo, me senti muito mais fortalecida para enfrentar o problema e seguir com meu propósito de criar e educar bem meu filho", relata, reforçando que o cultivo da dimensão espiritual (hoje é evangélica) a tem ajudado muito, sobretudo na integração com grupos que apoiam outros pacientes com problema idêntico.
Além disso, pensar positivamente acerca da vida e de seus problemas inerentes, buscar compreender e aceitar a doença, focalizar imagens mais favoráveis de sua saúde e realizar práticas simples de Yoga (respiração e meditação) têm se revelado como sustentadores do seu empenho em prosseguir com uma vida que vale a pena ser vivida.
Cássia credita também seu bem-estar psicofísico às ricas trocas de apoio, afeto, informações e talentos após seu ingresso na Rede de Solidariedade Positiva, uma Organização não governamental (ONG) com mais de 100 membros.
Ela faz parte de um dos grupos mais atuantes e participativos da Rede (cerca de 20 pessoas), onde 11 dos quais compuseram uma amostragem inicial realizada pelo físico, professor da Universidade Federal do Ceará (já aposentado) e terapeuta quântico, Harbans Lal Arora. Ele acompanha os integrantes dessa ONG e outras instituições que assistem pacientes com quadros graves de saúde.
Terapias quânticas
Há cerca de oito anos, Arora orienta todos os que vivem com HIV a estabelecerem uma rotina de vida mais equilibrada, contribuindo para que fortaleçam o sistema imunológico. Tanto é que, alguns deles - com mais de 10 anos de diagnóstico da doença - ainda não tomam sequer medicamentos específicos, mantendo boa saúde. Todos realizam exames regulares e são atendidos por uma equipe médica.
Há três anos, Arora, juntamente com a esposa Vedi, professora de Yoga, as filhas, a psiquiatra Anmol, a psicóloga e também instrutora de Yoga, Subhashni, e, ainda, a fisioterapeuta Lize Magalhães Barroso, registraram suas experiências com o cuidado do ser de forma integral na obra "Terapias Quânticas" (Ed. QualityMark). Trata-se de um registro sistematizado das aplicações do Yoga milenar para diversos problemas, o que Arora descreve como terapias quânticas ou integrativas e transdisciplinares.
Neste contexto, pacientes com HIV/Aids, câncer e outros problemas, de brandos a severos, são ouvidos, acompanhados e motivados a cuidarem de si e de sua vida como um todo. Isso inclui estarem próximos e darem as mãos amorosas aos demais que estejam sofrendo.
Diálogo e empatia
A escuta com empatia, revela Arora, estabelece um diálogo franco e aberto. Com essa abertura favorável, qualquer pessoa acolhe receptiva orientações de novas condutas que vão levá-la a sair da posição de vítima e refém da vida e da doença. Na sequência do acompanhamento, seu sistema imunológico volta a ser ativado de forma positiva, descreve.
O médico, especialista em infectologia, professor de Medicina do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Fortaleza (Unifor), e preceptor da residência médica do Hospital São José, Keny Colares, destaca um ponto importante no tratamento das doenças infecto-contagiosas em geral e do HIV/Aids, em particular.
A melhor conduta, diz, desponta a partir de um diagnóstico precoce. Como se trata de um problema de evolução lenta (em geral, são transcorridos de cinco a 10 anos entre a contaminação e o desenvolvimento dos sintomas) existe tempo para buscar ajuda.
"É importante não esperar adoecer para procurar atendimento", avisa, lembrando que o Núcleo de Atenção Médica Integrada da Unifor (Nami), desde agosto de 2010 já conta com um setor de Infectologia, onde são atendidos os pacientes diagnosticados com HIV/Aids.
"Alguns pacientes graves que já tratei até conheciam seu estado sorológico há muitos anos, mas preferiam fugir da realidade. Isto certamente tem uma relação estreita com o preconceito", afirma Keny Colares.
Outra chave para o sucesso do tratamento é, segundo Dr. Keny Colares, realizar um acompanhamento regular. Se estiver assintomático, isto será determinado por seus exames, que devem ser feitos regularmente, a fim de receber o tratamento adequado.
Esclarece ser possível iniciar o tratamento mesmo sem o paciente apresentar qualquer sintoma específico da doença. "O ideal é que ele nunca chegue a desenvolver os sintomas da Aids. E ao iniciar o tratamento, deve fazê-lo de forma regular", informa o médico infectologista.
Conhecimento
"Os animais de sangue quente gostam de ser tocados. O contato traz a paz. O abraço é o melhor tratamento para a depressão"
Harbans Arora
Físico e terapeuta, emprega técnicas de Yoga milenar integradas à Medicina
"Os avanços no combate à Aids trouxeram conhecimentos em muitas doenças, sobretudo as virais"
Keny Colares
Médico infectologista, professor do curso de Medicina da Unifor
Fique por dentro
Comportamento mais saudável
O comportamento e estilo de vida são grandes chaves para as pessoas - mesmo acometidas pelo HIV - manterem bom estado de saúde por muitos e muitos anos.
Os denominados grupos de risco do início (homossexuais masculinos, pacientes submetidos a transfusões de sangue e usuários de drogas injetáveis), no decorrer dessas três décadas da Aids foram alterados. Como objetos contaminados pelas substâncias como sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno são transmissores do HIV, entende-se que há na verdade comportamentos de risco com perigo do contágio.
Os médicos hoje confirmam que tão logo se identifique a presença do HIV, exames regulares vão orientar o estado de saúde da pessoa, o tratamento adequado e o comportamento favorável à manutenção do sistema imunológico. Este sinaliza possíveis contágios, não só do HIV mas de outros problemas e DST´s como a Hepatite B (metade da população mundial já é infectada por este vírus).
Há portadores do vírus HIV há mais de uma década sem qualquer manifestação da doença e sem necessidade de medicamento. Mantêm uma vida regrada e normal, com qualidade. O estado emocional depressivo, o estresse e os excessos praticados são sempre muito prejudiciais à saúde.
ROSE MARY BEZERRA
REDATORA
domingo, 30 de janeiro de 2011
CUIDADOS :Check-up das unhas
Manter as unhas bem cuidadas é uma prática comum, principalmente entre as mulheres. Hoje há técnicas (unhas de porcelana e decoradas), produtos e esmaltes de todos os tipos e cores, desenvolvidos para satisfazer um público ávido por novidades. A importância das unhas, no entanto, não se restringe à aparência, pois quando esteticamente feias, sujas, quebradiças ou roídas podem indicar enfermidades (locais e sistêmicas), além de problemas de ordem emocional.
As unhas são formadas por uma camada espessa e quase transparente de ceratina, que protege a extremidade dos dedos, permitindo a visualização de lesões sub-ungueais e o consequente diagnóstico de algumas enfermidades, esclarece a dermatologista e professora do curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Dra. Maria José Diógenes.
Além de doenças locais como inflamações (paroniquias), onicomicoses, ocnicobacterioses, verrugas, onicofagia, problemas sistêmicos como hipotiroidismo, diabetes, anemia, doenças cardiovasculares, dentre outros, algumas alterações cutâneas podem se manifestar e serem percebidas por intermédio das unhas. "Qualquer doença consutiva ou que afete o estado nutricional pode alterar as unhas, sendo importante lembrar a anorexia nervosa pela maior frequência com que vem sendo observada na atualidade", indica a especialista.
Renovação
Unhas saudáveis renovam-se periodicamente. Nas mãos, a renovação acontece a cada seis meses (período em que a unha sai de sua matriz a estende-se até a borda livre) e, nos pés, a cada 12 meses, em média. Mas para que isso aconteça, o indivíduo deve se encontrar em bom estado nutricional, evitando as dietas para emagrecer (sem a devida orientação médica), manter o organismo bem hidratado e a saúde de um modo geral (física e emocional).
Dra. Maria José Diógenes também chama atenção para os cuidados essenciais como evitar a compressão dos dedos (por calçados apertados ou desconfortáveis), de traumatismos peri-ungueais (e/ou ao nível da matriz ungueal), além de reduzir o uso de produtos químicos que possam ressecar a lâmina ungueal, entre outros.
Emocional
Além das unhas, a pele os cabelos destacam claramente a vaidade feminina. "Qualquer mudança brusca nestes elementos pode sinalizar problemas na psique", segundo a psicanalista Denise Castelo Branco Martins Monteiro. Explica que, inicialmente, deve-se investigar e descartar quaisquer problemas físicos que possam resultar em unhas enfraquecidas, tais como alterações hormonais, carências vitamínicas, quadros pós-cirúrgicos, uso de alguns tipos de medicamentos. E que não é prudente culpar o estresse por tudo o que possa ocorrer com a saúde.
Embora níveis elevados de estresse levem a uma intensa liberação de substâncias, como o cortisol, "é essencial organizar as variáveis e checar o quadro geral do paciente". Isto porque em estados de tensão e ansiedade, há os que roem as unhas, outros que trincam os dentes e os outros que chegam até a se auto-agredir, com os denominados sintomas conversivos, arrancando os próprios cabelos.
Fique por dentro
Traumas e lesões são riscos constantes
As unhas são feitas das mesmas substâncias que os cabelos: ceratina, um tipo de proteína.
Cada uma delas é composta de diversas partes (seis, ao todo), as quais em conjunto contribuem para a saúde, o crescimento e o bom estado geral.
Estas são a lâmina ungueal (camada externa visível); leito ungueal (camada abaixo da lâmina e conectada a ela, nutrida por vasos capilares que lhe dão a cor rosada); matriz (a parte mais importante, no entanto, não visível, a qual fica sob a cutícula, na base da unha); lúnula (parte visível da matriz, em forma de meia lua); cutícula (parte que excede a lúnula, formando uma dobra ressecada de células mortas) e dobra da unha (elevação da pele ao redor da unha).
As queixas nos consultórios dos dermatologistas em relação às unhas costumam ser variadas. Algumas são mais frequentes, decorrentes de sua constituição (se estão íntegras, deformadas ou quebradiças). As causas sempre devem ser avaliadas por um especialista.
Quando se quebram muito, normalmente, é devido ao ressecamento, falta de hidratação, ou umidade excessiva. Embora esta umidade possa parecer paradoxal, é comum acontecer devido ao uso extremo das mãos nos trabalhos domésticos (como lavar louça, roupa, entre outras) ou atividades profissionais que requeiram que elas passem muito tempo molhadas ou submetidas a produtos químicos, como os de limpeza ou removedores de esmalte.
Embora não pareça, os especialistas advertem que os traumas e ferimentos causados por esse tipo de substância são realmente prejudiciais para a constituição das unhas.
Prevenção
"Produtos de limpeza mudam o pH da pele, favorecendo bactérias e fungos"
Maria José Diógenes
Médica Dermatologista e professora da UFC
"Não é prudente ir logo culpando o estresse por tudo o que acontece conosco"
Denise C.B. Martins Monteiro
Psicanalista
DN
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
MANTENHA O CORPO FECHADO
Brócolis, repolho, salsa, cenoura, alho e cogumelos estão entre as opções que devem ser incluídas na dieta
FOTO: ADRIANA PIMENTEL
Interagir com um animal de estimação pode ajudara aumentar a produção de imunoglobinas
FOTO: ARQUIVO
23/1/2011
Fortalecer o sistema imunológico é o ponto de partida para a manutenção da saúde
Trabalho em excesso, noites mal dormidas, estresse e alimentação à base de "fast-food". Basta uma semana de cansaço para o corpo pedir trégua e as doenças atacarem o exército enfraquecido de anticorpos. Mas como melhorar as defesas e "turbinar" o nosso sistema imunológico a fim de evitar contágios?
O professor de Imunologia do curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Talapala Naidu, doutor em Imunologia Médica, diz como elevar a resistência para se tentar fugir de doenças típicas da estação. As vitaminas A, C, E, o ácido fólico, os minerais zinco e selênio são os principais elementos que fortalecem o sistema imunológico.
Segundo Talapala, "esse sistema é vital para nossa vida. Temos barreiras que nos protegem, como a pele e as mucosas que filtram a entrada de micro-organismos prejudiciais". Cita a importância de cuidar bem da dieta, dormir bem, evitar o estresse e estar atento aos sinais de alerta do corpo. "Recomendo alimentação rica em ômega 3 e demais substâncias antioxidantes que façam o intestino funcionar bem para a desintoxicação", diz.
A ideia é cuidar bem das barreiras naturais: pele (queratina, lipídios e ácidos graxos), saliva, ácido clorídrico do estômago, pH da vagina, cera do ouvido externo, muco presente nas mucosas e no trato respiratório, cílios do epitélio respiratório, peristaltismo, flora normal.
Para se entender melhor como age o sistema imune, Talapala Naidu compara a organização das células a um exército, onde cada um age de acordo com sua função. Algumas são encarregadas de receber ou enviar mensagens de ataque, ou de supressão (inibição), enquanto outras apresentam o "inimigo" ao exército do sistema imune. Há as atacam para matar, as que constroem substâncias para neutralizar os "inimigos" ou as substâncias liberadas pelos mal vindos.
Vitaminas
Para fortalecer as defesas, Talapala indica a ingestão de vitaminas, principalmente A e E que fazem bem às mucosas". Na lista de boas práticas, sugere: evitar abusos no álcool, não fumar nem usar drogas, tentar dormir bem - pelo menos 6 horas por noite, comer mais frutas e verduras, "maneirar" na carne e, principalmente, relaxar, ter uma mente boa, estar na paz na tentativa de alcançar um equilíbrio entre corpo e mente na busca pela saúde completa e holística.
Utopia? Para Naidu, uma escolha de vida. "Tudo passa por uma opção de vida, de como cuido de mim e o que faço para tentar estar sempre disposto. Exagero é a fórmula da baixa imunologia, há que se ter equilíbrio em tudo, na comida, no sono e no humor".
Existem vários alimentos que fortalecem o sistema imune tais como frutas cítricas e vermelhas, brócolis, repolho, salsa, cenoura, alho, cogumelos, aveia, cevada e levedura. A hidratação também é fundamental em todos os momentos.
Sistema em alerta
O sistema imunológico ou sistema imune é de grande eficiência no combate a micro-organismos invasores. Mas não é só isso; ele também é responsável pela "limpeza" do organismo, ou seja, a retirada de células mortas, a renovação de determinadas estruturas, rejeição de enxertos, e memória imunológica. Também é ativo contra células alteradas, que diariamente surgem no nosso corpo, como resultado de mitoses anormais. Essas células, se não forem destruídas, podem dar origem a tumores.
Além dos leucócitos, também fazem parte do sistema imune as células do sistema mononuclear fagocitário, (SMF) antigamente conhecido por sistema retículo-endotelial e mastócitos. As primeiras são especializadas em fagocitose e apresentação do antígeno ao exército do sistema imune. São elas: macrófagos alveolares (nos pulmões), micróglia (no tecido nervoso), células de Kuppfer (no fígado) e macrófagos em geral.
Quando o função do sistema imunitário é afetada, o exercito se alinha para tentar matar esses "invasores". Como resultado de uma possível imunodeficiência, o indivíduo torna-se propenso à infecções recorrentes, aquelas tais "gripes" mal curadas que teimam em voltar a cada nova baixa imunológica.
E se as barreiras falham e o corpo é invadido? O combate ao agente infeccioso entra em outra fase em que os tecidos e células liberam substâncias vasoativas, capazes de provocar dilatação das arteríolas da região, com aumento da permeabilidade e saída de líquido.
Isso causa vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura e dor, conjunto de alterações conhecido como inflamação. Essas substâncias atraem mais células de defesa, como neutrófilos e macrófagos, para a área afetada. A vasodilatação aumenta a temperatura no local inflamado, dificultando a proliferação de microrganismos e estimulando a migração de células de defesa.
Algumas das substâncias liberadas no local da inflamação alcançam o centro termorregulador localizado no hipotálamo, originando a febre que é um importante fator no combate às infecções, pois além de ser desfavorável para a sobrevivência dos micro-organismos invasores, também estimula muitos dos mecanismos de defesa de nosso corpo. "As vacinas são agentes protetores. Elas são importantes em determinadas fases da vida e em casos de surtos e epidemias como foi o caso da gripe H1N1", finalizou o professor da UFC, Talapala Naidu.
Excessos
"O exagero é a fórmula para a baixa imunidade. Precisamos buscar o equilíbrio"
Talapala Naidu
Prof. de Imunologia do curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará
Cultivar o bom humor fortalece imunidade
Pesquisa recente apontou que o bom humor e a satisfação pessoal melhoram o sistema imune e o ajudam a funcionar da forma adequada. Entre as boas práticas diárias, está uma dose de alegria, riso e ações simples como ser abraçado ou acariciar um animal de estimação.
O estudo diz que ter um animal e acarinhá-lo durante pelo menos 18 minutos pode fazer muito bem ao dono do pet justamente por aumentar a produção de imunoglobulinas, anticorpos naturais do organismo que agem contra gripes e resfriados, por exemplo.
Ação terapêutica
A presidente da União Protetora dos Animais Carentes (Upac), Mariana Baraldi, comenta que já vive na prática essa ação terapêutica de ter em casa um "bichano" de estimação. "A gente faz adoção de gatos e cachorros que viviam nas ruas. Percebemos a diferença no humor e na saúde de pessoas idosas com depressão ou crianças tímidas quando começam a criar um animal. Interagir com eles é muito bom para a saúde, faz com que a gente se sinta em paz, tranquilo. Independente de fazer bem ou não ao sistema imune, eu faço carinho todos os dias nos meu animais".
Além disso, outras práticas diárias podem melhorar o sistema imunológico: o banho de sol diário- cerca de 20 minutos antes das 10h e depois das 15h - e a inclusão de sopas nutritivas no cardápio daqueles que não tem se alimentando bem - baixo consumo de vitaminas e minerais - e estão há meses com uma tal gripe mal curada
segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Atividade monitorada: o jovem entra na fase de maturação biológica a partir dos 14, 15 anos, como é o caso de Serginho Girão
Em forma: Serginho, 14 anos, pega peso e ganha massa muscular com a orientação de um personal trainer Foto: KID JÚNIOR
29/11/2009
Crianças e jovens devem receber orientação correta para atividades físicas regularesA questão não tem uma resposta simples, uma vez que a oferta nas academias são numerosas. Então, qual seria a atividade mais indicada para crianças e jovens? As crianças podem fazer musculação?Como o sedentarismo tornou-se epidêmico, com o contraponto de pessoas que praticam exercícios físicos de forma extenuante, é importante que os pais estejam alertas também para os excessos, não deixando seus filhos à mercê de influências de culto ao corpo, com riscos à saúde.Os problemas que envolvem algumas práticas físicas são as falsas ideias propagadas que se transformam em mitos, observa o educador físico Humberto Barroso da Fonseca. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que a musculação era só para jovens que desejavam esculpir seus corpos com músculos.Hoje, a musculação orientada (ou trabalho de força) é indicada para várias idades, inclusive para idosos. No caso das crianças, há restrições com a atividade que não receba suporte de um médico do esporte e também de um educador físico.O exemplo dos empresários, Celeste Marques Girão e José Euclides Portela Neto, se enquadra bem no que Humberto diz. O casal se via diante do problema da balança, aqui incluído também seus dois filhos mais velhos. Para evitar que a obesidade se instalasse em sua casa, Euclides deu o pontapé inicial e passou a fazer exercícios orientados pelo profissional.Na sequência, conta Celeste, ela aderiu à atividade física e a filha de nove anos passou a fazer dança (hip hop). Por fim, chegou a vez do filho mais velho, então com 12 anos, de ser estimulado a largar um pouco o computador, o videogame, a TV e se mexer.ContabilizarO mais complicado de toda alteração de hábito é a decisão, por isso esta atitude já representa 50% do caminho, que se faz passo a passo. No caso de José Sérgio Girão Portela, hoje com 14 anos, o empurrãozinho foi dado por seus pais, Euclides e Celeste, com o suporte do personal trainer Humberto Fonseca.A princípio, Serginho - como é chamado - não foi obrigado a tirar algo da alimentação. A atividade física era sugerida pelo educador físico que, segundo Celeste, funcionou para todos da família como um verdadeiro terapeuta.Com quase dois anos de atividade monitorada, Serginho recuperou totalmente sua forma, cresceu e se voltou bastante para os esportes. Pratica com regularidade musculação, sempre com seu personal ao lado, além de jogar basquete e tênis. E, como prêmio, ganhou dos pais aulas de bateria, que ele adora.O grande problema das pessoas terem dificuldade em tomar a decisão de mudar é estabelecer uma contabilidade inversa. Ou seja, contabilizam as perdas (dos alimentos que acham saborosos e da acomodação e conforto para não saírem de casa)ao invés de computarem os ganhos à saúde e qualidade de vida, exatamente o que motivou a princípio o empresário Euclides e sua esposa.Com um filho de nove anos, o médico Marcus Strozberg, especialista em Medicina Esportiva, afirma que de forma alguma o encaminharia tão novo a uma academia. Neste ambiente, segundo ele, não estão as pessoas mais adequadas a influenciar o garoto, tampouco ele tem ainda o discernimento para saber o que acolher ou rejeitar.O ambiente ideal para uma criança praticar seus movimentos é aquele onde estão outras crianças. Não tem sentido, segundo Strozberg, colocar uma criança junto a um grupo de idosos em uma aula de hidroginástica, argumenta.O educador físico, conselheiro do Conselho Regional de Educação Física (CREF-5), Humberto Barroso, revela que o grande problema de atividades em academia - como a prática da musculação, por exemplo - é as pessoas se voltarem apenas à preocupação estética e ao culto da beleza e da forma. E, nesta ânsia, acabam por esquecer que já não estamos mais na denominada "era de Apolo".Cedo demais, não!"O que precisamos questionar é qual a motivação dos pais (como no caso de algumas crianças bem pequenas que aparecem com músculos delineados, na internet) para conduzirem seus filhos ao treinamento tão cedo", diz o educador físico. Pondera, por outro lado, que muitos pais creem que sua escolha é acertada quando estimulam seus herdeiros de sete, oito anos a praticarem judô, embora nem imaginem que os pequenos levantarão outra criança de 30 quilos, o que para eles já é também uma sobrecarga, capaz de causar prejuízos à sua estrutura presente e futura.As crianças não devem também ser estimuladas cedo demais aos esportes competitivos, avisa Humberto. Dentre tantas, ele se refere à prática do basquete, cujo mito é que esse esporte leva seus praticantes, precocemente, a crescerem mais do que a média das pessoas."Na realidade, o que ocorre é que cada esporte seleciona o atleta com o biotipo adequado para seus movimentos e manobras. Portanto, os garotos mais altos são sempre eleitos para os times de basquete e vôlei", sinaliza.Todo esporte contribui muito para o desenvolvimento físico do praticante, desde que bem acompanhado e orientado. Humberto costuma dizer que a prática física é bastante similar à dosagem de medicamento, pois o mesmo que pode curar, em altas dosagens, poderá prejudicar.Pensar na atividade física sempre de acordo com as próprias necessidades do indivíduo é o mais indicado, mesmo porque, após a avaliação física, a criança, o jovem, o adulto e, também o idoso, devem se tornar responsáveis por aquilo que abraçam praticar com satisfação e sabedoria.Dr. Marcus Strozberg acrescenta, às palavras do educador físico, o fato de alguns esportes exigirem, de fato, que o atleta ou desportista tenha uma meta a ser alcançada. Por isso, eles almejam uma alta performance. O que jamais deve ser exigido de crianças e idosos, pelo contrário, para estes, quanto mais prazerosa for a prática, mais fácil e satisfatória será sua continuidade pelos praticantes.O objetivo é criar hábitos saudáveis, que só podem ser mantidos com estímulo. Estudo recente revela que crianças de até 12 anos com um dos pais ativo, têm 30% de chances de se modelar em seu genitor. Com os dois pais ativos, esse percentual cresce para 70%".Atitude"Crianças e adolescentes que fazem exercícios devem ser supervisionados por um educador físico"Dr. Marcus StrozbergMédico do esporte"Pesquisas revelam que os pais não levam a sério a obesidade e inércia dos filhos"Humberto da FonsecaEducador físicoENTREVISTA - Dr. Marcus StrozbergJogos lúdicos e brincadeiras são para as crianças e os esportes para os jovensA partir de que idade é indicado praticar musculação?Esta questão é muito controversa. De fato, não há uma regra geral, embora costumamos dizer que a liberação para as atividades de força devam ocorrer assim que o jovem entra na maturação biológica (por volta dos 14, 15 anos). Isto é distinto para cada um dos sexos e depende da constituição familiar.Uma criança pode pegar peso?As atividades na infância devem ser mais as lúdicas e leves possíveis, com brincadeiras.O que os pais devem fazer?As crianças e os jovens hoje passam muito tempo parados diante da TV, computador e videogame; eles precisam estar mais ativos. A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte recomenda que a escolha da atividade seja a mais satisfatória, de forma a tornar possível se manter ativo a vida inteira.Estar em academia é bom?As academias não estão preparadas para receberem crianças, portanto, como o ambiente é muito diverso, disperso e com objetivos distintos, não vejo como um ambiente para crianças.Médico, especialista em Medicina Esportiva e-mail: strozbergmedsport@uol.com.br
terça-feira, 24 de novembro de 2009
PRÓSTATA
Preconceito do toqueFalta informação: homens desconhecem sintomas do CA de próstata, têm preconceito e medo do exame de toque Estudo mostra que desconhecimento e preconceito impedem os homens de ir ao médicoA maioria dos homens não faz exame de toque por preconceito. Foi o que responderam 77%, dos 1.061 homens com idades entre 40 e 70 anos, de 10 capitais brasileiras. 54% responderam que os homens se esquivam do exame por puro medo. Esses são alguns dados da pesquisa do Datafolha "Saúde masculina: o homem e o câncer de próstata". Encomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia, com apoio da AstraZeneca, a enquete se deu entre 2 a 7 de outubro de 2009.Quando questionados sobre a não realização de exames, apenas 8% admitem preconceito em relação ao toque, enquanto 13% afirmam descuido, preguiça, relaxo e falta de tempo, e 15% alegam falta de sintomas. "Nossa sociedade é machista. Precisamos alertar que o CA de próstata tem cura quando descoberto em estágio inicial (sem sintomas). Esperar o aparecimento de sintomas para procurar o médico é um erro que pode custar a vida", diz o coordenador de campanhas públicas da SBU, Aguinaldo Nardi.Dos homens que integram as classes D/E, 38% desconhecem os exames que detectam o câncer de próstata; 93% das pessoas da classe A/B conhecem algum exame de diagnóstico do tumor de próstata. Em todas as capitais o nível de conhecimento dos exames preventivos ficou em torno de 80%. Ao serem questionados sobre os tratamentos para a doença, constatou-se que 77% dos homens das classes D/E o desconhecem. Já nas classes A/B o desconhecimento é de 45%.PercepçõesA maioria dos homens brasileiros (76%) afirma ter conhecimento sobre o exame de toque retal para detectar o câncer da próstata, mas apenas 32% já o fizeram. O exame sanguíneo da dosagem de PSA foi realizado por 47% dos homens, mesmo sendo o conhecimento por tal exame de 54% dos homens brasileiros. O objetivo da pesquisa foi investigar o nível de conhecimento masculino e percepções sobre o câncer de próstata. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.Exames complementaresO levantamento apontou que 56% dos homens já fizeram algum dos exames preventivos do tumor da próstata. "Esse levantamento nos mostra que os homens preferem fazer o exame de sangue ao de toque. Mas é preciso ressaltar que os dois são complementares no diagnóstico do CA de próstata e um não substitui o outro. Em até 20% dos casos, o exame de sangue pode ser normal em uma pessoa com câncer", alerta o presidente da SBU, José Carlos de Almeida.Segundo a pesquisa, 99% dos homens já ouviram falar sobre o CA de próstata, porém 39% desconhecem os sintomas da doença (apresentados apenas em estágio avançado). Entre os sintomas apontados, maior parcela (49%) citou problemas na bexiga (dificuldade e dor para urinar e urgência para ir ao banheiro). Mas cerca de 10% citaram sintomas que não estão relacionados ao CA de próstata (dor abdominal, na virilha e nas costas, náuseas, vômito, além de dor no reto, dificuldade e sangramento).Desconhecimento"Enumerar sintomas que não estão relacionados à doença mostra que os homens acreditam saber sobre o CA de próstata, mas na realidade não sabem. Há muitos que confundem as funções de um proctologista com a de um urologista e procuram o primeiro de maneira equivocada para diagnosticar a doença", explica Almeida. Quanto mais escolarizado e de classe mais alta, maior é o cuidado com a saúde: 79% dos homens com nível universitário já foram ao urologista; 46% dos que têm ensino fundamental foram ao especialista.Toque76% dos homens brasileiros afirmam ter conhecimento sobre o exame de toque retal para detectar o câncer da próstata, mas apenas 32% já o fizeram, segundo dados da SBU.
domingo, 15 de novembro de 2009
Dia Mundial de Combate ao Diabetes é comemorado neste sábado (14)Maioria dos diabéticos brasileiros são da classe C,D e E e tem peso normalNeste sábado (14) é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Diabetes. Desta forma, o R7 aproveita a data para mostrar dados sobre a doença no país e, mais do que isso, oferecer informação e dicas de alimentação e atividades para tem o diabetes ou quer se prevenir.
Existem dois tipo de diabetes, o tipo 1, que surge quando o organismo deixa de produzir a insulina, ou a produz apenas em uma quantidade muito pequena, provocando o aumento do nível de açúcar no sangue (glicemia). E o diabetes tipo 2, quando há produção de insulina pelo pâncreas, mas as células musculares e adiposas (de gordura) não conseguem absorvê-la. No primeiro caso, é preciso tomar injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar.
No segundo, mesmo com um fator hereditário maior do que no tipo 1, sabe-se que há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores do diabetes tipo 2 sejam obesos.
Há ainda outros tipos de diabetes menos comuns: o diabetes gestacional (alteração das taxas de açúcar no sangue detectada pela primeira vez na gravidez, mas que pode persistir ou desaparecer depois do parto) e o diabetes secundário ao aumento de função das glândulas endócrinas (em casos de tireóide, problemas na supra- renal e na hipófise ou em tumores no pâncreas).
Os principais sintomas do paciente diabético são sede, fome e urina em excesso, emagrecimento, visão embaçada, infecções repetidas na pele ou nas mucosas, machucados que demoram a cicatrizar, cansaço inexplicável e dores nas pernas, entre outros.
Brasileiro diabético tem peso normal
A OMS (Organização Mundial de Saúde) e a IDF (Federação Internacional para o Diabetes) estimam que, pelo menos, metade de todos os casos de diabetes tipo 2 no mundo poderiam ser prevenidos se fosse evitado o ganho de peso excessivo.
No entanto, pesquisa recente divulgada no 11º Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em São Paulo, revelou que entre os 21 milhões de brasileiros diabéticos - 11% da população - a maioria apresenta diabetes tipo 2 e, ao contrário do que poderia parecer, 67,6% tem peso normal ou sobrepeso, mas não são obesos. A pesquisa ainda apontou que dentro dessa população, 78% está concentrada na classe C, D e E.
O novo perfil do brasileiro diabético, portanto, condiz ao cidadão de baixa renda com peso normal, ou seja, a maioria da população. Por isso, para se prevenir ou viver bem mesmo com o diagnóstico de diabetes, veja abaixo dicas de alimentação e exercícios para diabéticos e não diabéticos. Veja também dicas de eventos que acontecem neste sábado que oferecem serviços de informação sobre o diabetes.
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R7
